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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como já dizia Saramago, Ver não é o mesmo que Enxergar, por isso ENXERGEM


Veja: má vontade e preconceito conduzem à cegueira

Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja:
Brasília, 27 de dezembro de 2010.
Sr. Editor,
Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.
Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas
adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.

Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?
Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.
Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.
Peço a publicação.
Jorge Hage Sobrinho
Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CINE

Nos feriados de fim de ano a rede UCI de cinema( iguatemi, paralela e aeroclube) retornaram a exibir filmes que estarão no dia de 16 de Janeiro concorrendo a premiação do globo de ouro  como A Origem, Alice no Pais das Maravilhas e Rede Social. Os Horários das reexibições ainda não foi informado.
São bons filmes, vale realmente a pena ser vistos e revistos até pra saber se você concorda com a premiação.
A Origem

Alice no Pais das Maravilhas

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um dos produtos mais procurados do mercado, pena que não está a venda

Em São Paulo esse ano será lançado no beneficio de Natal uma tornozeleira para ser feito o acompanhamento dos presos. Esse equipamento será utilizado também com os presos que vivem no regime semi-aberto. Uma vez que o lacre seja rompido e ele seja capturado perderá o direito ao beneficio e voltará ao regime fechado.
Presos usarão tornozeleira para sair no Natal

As mulheres estão loucas procurando em todos os lugares, esse produto novo e fascinante para destinar a seus respectivos companheiros junto com os vale-nights.

Popó ganhou "cinturão" de Deputado Federal

Com a indicação nesta segunda-feira do deputado federal Mário Negromonte (PP-BA) para o Ministério das Cidades, ex-boxeador Acelino Freitas, o Popó (PRB), vai herdar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele obteve mais de 60000 votos na ultima eleição e tinha ficado como suplente. Agora essa vaguinha caiu no colo já com aumento de antecipação.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DZI CROQUETTES: As Internacionais............


Mais um canto de arte! Um achado para nosso tempo que colhe os frutos de um liberalismo alienado e não sabe quão difícil foi romper com as estruturas funestas e recrudescidas de outros tempos esquecidos: DZI CROQUETTES!

Documentário de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, conta a história do grupo de 13 homens cheios de pêlos que subiam nos palcos vestidos de mulher dançando coreografias ritmadas. Encenando e cantando em vários idiomas e impressionando com piadas irreverentes, cheios de cores e purpurinas, impactando o Brasil dos anos 70 onde toda liberdade era caçada sob o horror do AI-5.

Foram palhacinhos, assim são contados no filme. Eles viveram a bossa nova, a boêmia, e motivados pela truculência tinham apenas uma chance: inventar sua própria magia, e assim fizeram, quebrando, arrasando e chocando a sociedade desde Lapa carioca até Paris. Somatório de diversos caminhos e talentos a dança de Lennie Dale cadencia os shows e a família que eles formaram. Com o escracho, a música, as cores e suas performances eles construíram uma referência gay e artística inovando a atuação nos palcos e conquistando sucesso internacional na contramão da cultura.

Quem hoje é tiete de algum artista, gosta de besteirol (teatro, TV, etc.) ou tem em seu vocabulário gírias do mundo da arte certamente repete um caminho já trilhado pelos Dzi Croquettes. O filme é contado a partir dos olhos de uma criança, a filha do cenógrafo Américo Issa, que conviveu com o grupo enquanto seu pai trabalhava.

Quase sem orçamento ela colheu depoimentos de vários artistas e amigos que conviveram com eles e os tem como fonte: Miele, Betty Faria, Miquel Falabela, Nei Matogrosso, Marília Pêra, Liza Minnelli, Elke Maravilha e muitos outros que contam desde o início como foi conhecê-los, tietá-los e trabalhar com os Dzi. Além deles os cinco ainda vivos Ciro Barcelos, Benedicto Lacerda, Claúdio Tovar, Bayard Tonelli e Reginaldo de Poly contam como foi a trajetória do grupo, as brigas, as Dzi Croquettas (embrião das Frenéticas), a AIDS que ceifou alguns deles, o sucesso, dinheiro e o fim de grupo que fez história nos palcos e deles quase não se falam. Um bom filme para quem gosta de arte e de como ela foi feita atrás das coxias.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Umas informações para posteriores pitacos...

Plano Nacional da Educação é encaminhado ao Congresso



Mais objetivo do que seu antecessor, PNE para os próximos dez anos defende valorização do magistério e 7% do PIB para o setor. Foto: Celso Junior/AE

O projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020 foi encaminhado ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira 15. A solenidade ocorreu no Palácio do Planalto com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Educação, Fernando Haddad, além de representantes da Conferência Nacional de Educação (Conae), responsáveis pela elaboração da nova proposta.

Criado em 1996 para estabelecer os principais objetivos da educação nacional por dez anos, a primeira versão do PNE, que vigorou entre 2001 e 2010, foi marcada pelo excesso de metas. Das 295, menos de 30% foi cumprida até o final deste ano. “O importante é fixar menos metas e fiscalizá-las. Quando se vigia a ação, fica mais fácil adequar os meios às finalidades propostas”, defendeu o pedagogo Dermeval Saviani em entrevista à Carta na Escola (leia a matéria de Fernando Vives). Nesse aspecto, o novo PNE parece ser promissor: são 20 metas e dez diretrizes objetivas que contemplam valorização dos professores, acesso aos ciclos de ensino do infantil ao superior, alfabetização, entre outros.

Outro ponto que diferencia os dois planos trata de financiamento. Quando foi aprovado, o primeiro PNE previa que 7% do PIB brasileiro deveria ir para a educação, mas o então presidente Fernando Henrique Cardoso vetou a proposta. Com a aprovação da Emenda Constitucional 59, no final de 2008, o Presidente da República fica obrigado a destinar um porcentual do PIB à área. O texto enviado ao congresso por Haddad e Lula estipula os mesmos 7%.

Uma vez enviado ao Congresso, o projeto de lei será discutido no próxima administração. A previsão é de aprovação no primeiro semestre de 2011.

Metas e desafios
Cerca de 20% das metas afetam a valorização e formação do corpo docente.Primeiro,  PNE estipula que todos os professores do ensino básico deverão ter ensino superior, sendo metade com formação continuada com pós-graduação. Além do mais, os sistemas de ensino terão de elaborar, num prazo de dois anos, planos de carreira para o magistério.

As metas do PNE são as seguintes:

1.Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

2.Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de 6 a 14 anos.
3.Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa-etária.
4.Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular.
5.Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.
6.Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
7.Atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB até 2021:
Anos iniciais do ensino fundamental: 6,0
Anos finais do ensino fundamental: 5,5
Ensino médio: 5,2
8.Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para a população do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
9.Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
10.Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
11.Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta,
12.Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
13.Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.
14.Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu por meio das agências oficiais de fomento.
15.Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
16.Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
17.Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
18.Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
19.Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
20.Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma a dentro...

Esta semana estávamos os três num bar e falávamos de Gilberto Freyre, quando comentei a eloqüência do prefácio ao Casa Grande & Senzala escrito por FHC, neste momento Henrique disse : "constrangedor ter que elogiar FHC" Acho que no momento também cabe a ressalva - Constrangedor elogiar Jabor, mas: Boníssimo comentário.